A vitória do alemão Sebastian Vettel (a.k.a. futuro melhor piloto do mundo) em Silverstone deu uma nova esperança aqueles que não gostariam de ver o título do Mundial 2009 sendo decidido com uma desagradável e grande antecedência. Na Inglaterra, o jovem simplesmente esmagou a concorrência e levou sua segunda vitória para casa. Completaram o pódio Mark Webber – que, até o momento vive a melhor temporada de sua carreira – e Rubens Barrichello, que pela primeira vez em 2009 chegou à frente de Jenson Button.
A corrida em si foi um tanto monótona, principalmente se considerarmos a disputa entre os ponteiros. Com poucas voltas, Vettel já abrira uma dezena de segundos para os adversários. Enquanto isso, Webber, com um carro mais rápido e com mais gasolina que Rubens, ultrapassou o brasileiro na primeira janela de pit stops, o que era previsível.
Destaque mesmo vai para as brigas entre Alonso, Hamilton e Piquet (que, pela primeira vez no ano terminou uma corrida na frente do companheiro de equipe) e para a corrida de Felipe Massa. O brasileiro largou em 11º e, com um ritmo constante e rápido durante a prova, fechou a corrida em 4º.
Respondendo à pergunta que deixei no título: não. Apesar da vitória e de um resultado ruim de Button, Vettel ainda não pode ser considerado como uma ameaça ao (provável) título do inglês. Mesmo com um RB5 mais competitivo, as Brawn ainda figuram como os carros da temporada: mesmo quando não rendem tão bem, são confiáveis o suficiente para garantir pontos aos seus pilotos. Nessa situação, é improvável que o título não fique em Brackley.
Abaixo a classificação final da corrida, retirada do Grande Prêmio. E no próximo post finalmente comentarei a razão da minha economia de palavras sobre F-1 por aqui nos últimos tempos: a briga política entre Fota e Fia.




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