Crazy Max

Vamos partir do pressuposto de que a última “brilhante” idéia de Max Mosley seja realmente levada a cabo. O que eu acredito que será, já que o edital para escolher uma fornecedora de motores e transmissões padronizados para a F-1 já está publicado. Partindo desse ponto, teremos uma F-1 com equipes utilizando o mesmo trem-de-força.

Sobrariam, então, dois aspectos para diferenciar conjuntos vencedores daqueles que deixam a desejar: chassi e piloto. Em um primeiro momento teríamos aí algo bom, principalmente por deixar claro quem pilota bem e quem é um braço-duro.

A idéia de Max, contudo, atenta contra a história da F-1. Imagine uma Ferrari…sem motor Ferrari! É algo difícil de cogitar, tanto é que a turma de Maranello já chiou.

Li o tal edital (íntegra aqui). Especifica que os propulsores precisam ter 661 cavalos, com variações de 66 cv para mais ou para menos. A configuração? Tanto faz, podendo ser sobrealimentados (turbo) ou aspirados. A fornecedora deverá providenciar todos os esquemas de fabricação para as equipes, caso elas desejem montar seu próprio motor padronizado.

Um dos principais atrativos da Fórmula 1 é ver suas equipes brigando por décimos de segundo utilizando soluções diferentes entre si. A diferença entre os carros do grid já foi maior (vide décadas de 70, 80 e 90). Hoje, sem a pintura, fica difícil descobrir se um carro é uma Ferrari ou uma Force India. Entrando os motores e transmissões padronizados em ação, as diferenças entre os bólidos tendem a ficar ainda menores.

Qual o interesse de uma fabricante ter uma equipe na Fórmula 1 se a categoria não poderá ser uma vitrine para as soluções que ela produz? Max quer, de qualquer forma, reduzir os custos da categoria. Só que é preciso ter em mente a história da modalidade. Alegar que, assim como as regras mais rígidas em relação à aerodinâmica, a padronização de motores e câmbio vai tornar a F-1 mais competitiva é um argumento fraco. Para mim, não passa de querer nivelar por baixo a categoria mais importante do automobilismo mundial. Resta acompanhar.

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Rodrigo Lara é jornalista e tem 24 anos. Viciado em esportes, curte especialmente aqueles que reúnem gasolina, velocidade e carros.

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