O preço da mentira

Mentir faz parte do convívio social, para o bem ou para o mal, não sejamos hipócritas. O grande problema é ser pego em uma das piores mentiras, aquelas que prejudicam os outros.

Lewis Hamilton tem 24 anos. É o campeão mais jovem da história da F1 e venerado na Inglaterra. Tem muitos anos de Fórmula 1 pela frente e tem talento de sobra para ser competitivo por diversos Mundiais.

O grande erro é achar que alguém, com esse currículo bastante positivo, não tenha falhas. Mentiu aos comissários do GP da Austrália ao alegar que não cedeu o lugar ao italiano Jarno Trulli. A nossa entidade esportiva preferida, a FIAsco, embarcou na história de Hamilton sem checar as devidas evidências, o que causou uma punição ao bravo italiano, que até então havia feito uma das melhores corridas de sua vida.

Eis que surge na internet um vídeo do ocorrido. Justamente na internet, vejam só, um dos alvos preferidos da parceira da nossa entidade, a FOM. E a FIAsco decide voltar atrás, “despunir” Trulli e aplicar uma sanção a Hamilton.

Este, por sua vez, em uma entrevista coletiva e, segundo os presentes, extremamente desconfortável (como podemos ver na imagem acima, retirada do Tazio), assume o “migué”. Diz que foi orientado a mentir por um funcionário da McLaren, o diretor esportivo Dave Ryan e assim o fez. Ryan foi suspenso pela McLaren.

Nessa hora, me pergunto: qual o grau de autenticidade de um piloto de ponta na categoria? O que vemos hoje, salvo raras exceções, são marionetes fazendo o que o chefe manda. Este episódio feio envolvendo a McLaren (mais um, após o caso de espionagem), se não mancha a carreira de Lewis, coloca pelo menos um borrão no histórico do piloto.

E para a equipe, ao meu ver, essa mentira tem um peso muito maior do que o fatídico episódio do GP da Áustria de 2002, que envolveu a Ferrari e todos nós conhecemos. Se aquele momento lesou a esportividade da categoria, o atual põe em xeque a ética da equipe britânica. E prova que teorias conspiratórias podem, sim, ter um fundo de verdade. Para deleite daqueles que afirmaram: “tem dedo da McLaren nessa história”.

Hamilton, Trulli, McLaren e a Fórmula 1 seguem suas histórias. Mas que enche o saco esse monte de decisão extra-pista, ah, isso enche.

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Rodrigo Lara é jornalista e tem 24 anos. Viciado em esportes, curte especialmente aqueles que reúnem gasolina, velocidade e carros.

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