É uma pena

Antes de mais nada, deixo claro que o título não se refere a nada específico que tenha ocorrido dentro da pista. Nesse quesito, o GP da Malásia foi fantástico e confirma essa nova fase da F-1.

A “pena”, a que me refiro é, mais uma vez, uma decisão extra-pista ter influído diretamente na disputa esportiva. A diferença, é que desta vez, essa decisão ocorreu antes da corrida. Podemos colocar o fato de a corrida ter terminado com um pouco mais de metade das voltas na conta da FOM, a parceira comercial da nossa FIAsco.

A partir do momento em que decide-se realizar uma corrida às 17h em um país equatorial, assume-se um risco. Esse risco pode ser traduzido pelo nome de “chuva”, o que, na melhor das hipóteses, atrasa o andamento da corrida.

Nesse horário, final de tarde, há uma margem de atraso praticamente nula. O resultado é o que vimos nesse início de domingo: uma corrida excepcional sendo impedida de prosseguir devido à decisão estúpida da FOM de privilegiar as televisões européias.

Na pista, o que vimos foi prova cheia de alternativas desde seu início, quando Jenson Button largou mal e foi ultrapassado por Rosberg, Trulli e Alonso, que de nono, chegoua  ficar em terceiro. Logo adiante, Button superou Alonso e saiu no encalço dos líderes.

A Renault do espanhol, por sua vez, se mostrava não ser páreo para os carros que vinham em seguida e foi sendo superado. Na ocasião, os quatro primeiros eram Rosberg, Trulli, Button e Barrichello.

Eis que chega a primeira rodada de pits e a corrida começa a mudar, com Button assumindo a liderança. O tempo fechava, mas as equipes iam calçando seus pilotos com pneus slicks.

Neste momento, algum gênio Ferrarista quis dar o pulo do gato e acabou caindo do telhado. Vendo o céu sobre o circuito de Sepang – que na ocasião lembrava um pouco as cenas finais do último filme “O Senhor dos Anéis” -, decidiu-se por colocar pneus de CHUVA EXTREMA no carro de Kimi Raikkonen. Faltou, entretanto, combinar com São Pedro. Cerca de quatro voltas após Kimi trocar pneus, a chuva realmente começou. Mas aí o finlandês já tinha destruído seus pneus e perdido diversas posições.

Quem realmente deu um pulo do gato foi Timo Glock e sua Toyota. Enquanto os demais pilotos optavam pelos pneus para chuva forte (Rubinho afirmou que havia pedido esse tipo de pneu, mas a equipe não o atendeu), o alemão colocou compostos intermediários. Resultado: foi, por uma sequência de voltas, cerca de 10s mais rápido que os adversários e chegou à terceira posição.

Conforme o clima ia piorando, as equipes se viram obrigadas a colocar pneus para chuva forte. Poucas voltas depois, a corrida era suspensa. Cena emblemática foi a Ferrari de Kimi Raikkonen, que parecia um barco andando pela pista malaia.

Com a bandeira vermelha, o procedimento seria esperar as condições da pista melhorarem para dar prosseguimento à corrida. Quando a pista começou a melhorar, 40 minutos após a paralisação, a iluminação natural já não era mais suficiente. Decidiu-se, então, por encerrar a prova e atribuir metade da pontuação tradicional aos primeiros 8 colocados. Com isso, Jenson Button mantém a liderança do campeonato, com uma vitória e meia.

Abaixo a classificação final do GP da Malásia, retirada do site Grande Prêmio.

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3 Responses to “É uma pena”


  1. 1 Henry segunda-feira, 06/04/2009 às 16:37

    Rodrigo,
    Li sobre a FIAsco no Continental Circus.
    Boa definição.

    Um abraço,
    Henry

  2. 2 Rodrigo Lara segunda-feira, 06/04/2009 às 16:57

    Obrigado pela visita! Realmente, a FIA anda merecendo um esculacho!

    Abraço

  3. 3 Ron Groo segunda-feira, 06/04/2009 às 19:29

    concordo plenamente com o texto.
    Há muito tempo eu não torcia tanto para NÂO chover como desta vez.


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