Arquivo para maio \29\UTC 2009

O caso Barrichello

Após ficar um pouco de lado na mídia, Rubens Barrichello voltou a aparecer esse ano. Com carro competitivo, Rubinho voltou a andar entre os primeiros colocados e, consequentemente, a atrair mais atenção para si.

Sabemos que isso, no caso dele, não é bom. Célebre por declarações como “não sou segundo piloto, apenas o 1B”, ou então “sou só um brasileirinho contra esse mundão todo”, Rubinho, por muitas vezes, foi motivo de piada. Era constantemente representado em programas humorísticos e boa parte dos fãs brasileiros de F-1 ridicularizavam o piloto com frequência.

Fato é que Rubens Barrichello precisa ficar calado. A exposição na mídia não faz bem algum para ele, que não resiste em prometer coisas que, muitas vezes, não consegue cumprir. Após Mônaco, teve uma rara atitude sensata: elogiou Button, dizendo algo como “o cara está pilotando muito e tudo que tenho a fazer é dar meu melhor e esperar um vacilo dele”.

Caso tivesse essa postura nos anos de Ferrari, Rubinho não teria sido ridicularizado. Caso não tivesse assinado um contrato com cláusulas de preferência, o que parece ter sido o caso, não teria que se submeter às ordens de equipe. E, por conseqüência, se assinou, não deveria reclamar.

Fato é que Rubens precisa entender que não é necessário provar nada pra ninguém nessa vida. O cara está na F-1 há 15 anos, ganha muito para fazer o que gosta e tem a oportunidade de viajar o mundo todo. Pra quê forçar a barra?

Guardadas as devidas proporções, tenho a minha vida de piloto. No início, é difícil compreender que há pessoas muito melhores naquela competição do que você. A questão é saber como encarar isso. Há duas opções.

A primeira é encarar com resignação, reconhecer a habilidade do adversário e treinar, treinar e treinar mais um pouco para, quem sabe, conseguir enfrentá-lo. Escolhi esse caminho, principalmente porque prezo a constante evolução e sei que cada ser humano tem as suas limitações.

A segunda opção, e a que parece ter sido escolhida (conscientemente ou não) por Rubens nos últimos anos, é mais dolorosa. É dar murro na ponta da faca, encarar derrotas com amargura e responsabilizar problemas e percalços pelo fracasso.

Confirmada essa mudança de atitude, ainda que tardia, Rubens poderá evoluir. Não é um mau piloto, pelo contrário. Acerta carros como poucos, é constante (maldosos dirão “constantemente segundo”), possui vasta experiência e é bom na chuva. Fez escolhas erradas na carreira, falou muita bobagem e colheu o que plantou. Dificilmente deixará de ser conhecido por Segundinho Barrichello ou “1B”. Tampouco deixará de aniversariar no Dia da Tartaruga ou deixará de ser considerado um “estelionatário esportivo” por alguns, devido aos golpes na confiança da torcida. Mas nunca é tarde para recomeçar. Basta querer.

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Barrichello, sensacional!

buttonmonacoEm uma corrida cerebral, Rubens Barrichello foi o responsável por se dar o melhor presente que poderia ganhar neste domingo em que completou 37 anos. Mesmo pressionado por Kimi Raikkonen no primeiro stint da prova, Rubinho superou o desequilíbrio provocado pelos pneus supermacios e conquistou um sensacional segundo lugar em Monte Carlo, lavando a alma e livrando-se do estigma de aniversariar no Dia da Tartaruga. Com o resultado, Barrichello vai a 35 pontos e mantém um confortável segundo lugar no campeonato.

Ofuscado pelo desempenho do companheiro de equipe, Jenson Button foi apenas o primeiro colocado da prova, posição que ocupou pela primeira vez na carreira em corridas monegascas. Essa classificação foi resultado de uma atuação burocrática e apagada, na qual o inglês correu isolado da maioria dos pilotos. Após o GP de Mônaco, Jenson foi a 51 pontos, o que fez crescer os rumores de favorecimento dentro da Brawn. Segundo as más-línguas, o brasileiro tem sido constantemente beneficiado para conseguir o segundo posto, o que chegou a irritar Button após a corrida de Barcelona. Na foto acima, é possível ver a cara de insatisfação do inglês.

Na sequência vieram as duas Ferraris. Um Kimi Raikkonen acordado e um Felipe Massa combativo garantiram o melhor resultado dos italianos nessa temporada. Mostraram uma grande evolução na equipe que, mantendo esse ritmo, deve ser uma das forças na Turquia. Seria interessante ver os carros vermelhos brigando diretamente com as Brawn.

Fecharam os oito primeiros Mark Webber, Nico Rosberg, Fernando Alonso e um surpreendente Sebastien Bourdais. Falando em Toro Rosso, o companheiro de Bourdais, Buemi, foi o responsável pela cena pastelão do domingo. O suíço calculou mal uma freada e atropelou a Renault de Nelsinho Piquet, tirando os dois da corrida.

Já na turma do fundão, à exceção de um Hamilton tentando andar mais que o carro, a corrida foi tranquila. A se estranhar apenas a presença das Toyotas, que parecem ter perdido um pouco de fôlego nas últimas duas corridas.

Confira abaixo o resultado, retirado do Grande Prêmio.

4 vezes Button

Cena que está virando rotina na categoria: Jenson Button venceu mais uma corrida em 2009. O palco da vez foi o circuito de Montmeló, em Barcelona. Rubens Barrichello ficou em segundo e Mark Webber em terceiro. Fecham a lista dos 5 primeiros Sebastian Vettel e Fernando Alonso.

A corrida começou movimentada. Rubinho pulou do 3º lugar para a ponta, numa bela manobra em cima de Button. Felipe Massa, largando em 4º, superou Vettel e assumiu o terceiro posto.  Poucos metros depois Trulli foi tocado, escapou para a brita e, sem controle do carro, atravessou a pista e foi atingido – nada sutilmente – pela Force India de Adrian Sutil. A confusão também tirou as duas Toro Rosso. Safety car na pista, porém sem alterações na classificação.

Daí até o primeiro pit-stop, nada de diferente. Rubinho manteve-se à frente de Button sem grandes dificuldades. O que o brasileiro não esperava era a mudança de estratégia de Button. As Brawn, de início, fariam 3 paradas. Button resolver partir para o “Plano B” e fazer duas. Rubinho não.

Aqui cabe uma consideração. Nunca, jamais, em hipótese alguma o líder de uma corrida deve arriscar em estratégia de pit-stops. E, por arriscar, entenda-se fazer três paradas enquanto os adversários diretos fazem duas. Não importa se Button iria parar 15 vezes, saír do carro para visitar as obras de Gaudi ou as pinturas de Messi no Camp Nou: a partir do momento em que Rubinho assumiu a liderança, a estratégia deveria ser a mais convencional e óbvia possível.

Não foi assim e Barrichello terá mais um Dia das Mães para se esquecer. Logo após a 1ª parada, o brasileiro ainda foi mais rápido que Button. Depois da segunda, contudo, o ritmo do brasileiro não foi mais o mesmo e a “estratégia” foi por terra.

Com a briga pela ponta decidida, a emoção ficou a cargo da briga entre Massa, então 4º colocado, e Vettel, 5º. Batalha vencida pelo alemão, já que Massa teve que tirar o pé, sob o risco de ficar sem combustível. Com isso, o brasileiro também foi ultrapassado por Fernando Alonso e fechou a corrida em 6º. No que pese o erro estratégico da Ferrari, a equipe italiana apresentou uma evolução considerável com as alterações feitas desde o GP do Bahrein.

Abaixo a tabela de tempos, retirada do site Grande Prêmio.

Casa de piloto

A dica veio do amigo Romeu, do site Kart SP:

Um piloto brasileiro, conhecido internacionalmente, adquiriu um “lote” neste condomínio.

Local aprazível, de fato. O valor mínimo, para um “lote” de 3 mil m² custa a bagatela de R$ 630 mil.

Nessas horas, me pergunto: por que eu não segui essa carreira?


Quem acelera aqui

Rodrigo Lara é jornalista e tem 24 anos. Viciado em esportes, curte especialmente aqueles que reúnem gasolina, velocidade e carros.

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