Archive for the 'Fórmula 1' Category



4 vezes Button

Cena que está virando rotina na categoria: Jenson Button venceu mais uma corrida em 2009. O palco da vez foi o circuito de Montmeló, em Barcelona. Rubens Barrichello ficou em segundo e Mark Webber em terceiro. Fecham a lista dos 5 primeiros Sebastian Vettel e Fernando Alonso.

A corrida começou movimentada. Rubinho pulou do 3º lugar para a ponta, numa bela manobra em cima de Button. Felipe Massa, largando em 4º, superou Vettel e assumiu o terceiro posto.  Poucos metros depois Trulli foi tocado, escapou para a brita e, sem controle do carro, atravessou a pista e foi atingido – nada sutilmente – pela Force India de Adrian Sutil. A confusão também tirou as duas Toro Rosso. Safety car na pista, porém sem alterações na classificação.

Daí até o primeiro pit-stop, nada de diferente. Rubinho manteve-se à frente de Button sem grandes dificuldades. O que o brasileiro não esperava era a mudança de estratégia de Button. As Brawn, de início, fariam 3 paradas. Button resolver partir para o “Plano B” e fazer duas. Rubinho não.

Aqui cabe uma consideração. Nunca, jamais, em hipótese alguma o líder de uma corrida deve arriscar em estratégia de pit-stops. E, por arriscar, entenda-se fazer três paradas enquanto os adversários diretos fazem duas. Não importa se Button iria parar 15 vezes, saír do carro para visitar as obras de Gaudi ou as pinturas de Messi no Camp Nou: a partir do momento em que Rubinho assumiu a liderança, a estratégia deveria ser a mais convencional e óbvia possível.

Não foi assim e Barrichello terá mais um Dia das Mães para se esquecer. Logo após a 1ª parada, o brasileiro ainda foi mais rápido que Button. Depois da segunda, contudo, o ritmo do brasileiro não foi mais o mesmo e a “estratégia” foi por terra.

Com a briga pela ponta decidida, a emoção ficou a cargo da briga entre Massa, então 4º colocado, e Vettel, 5º. Batalha vencida pelo alemão, já que Massa teve que tirar o pé, sob o risco de ficar sem combustível. Com isso, o brasileiro também foi ultrapassado por Fernando Alonso e fechou a corrida em 6º. No que pese o erro estratégico da Ferrari, a equipe italiana apresentou uma evolução considerável com as alterações feitas desde o GP do Bahrein.

Abaixo a tabela de tempos, retirada do site Grande Prêmio.

Anúncios

Casa de piloto

A dica veio do amigo Romeu, do site Kart SP:

Um piloto brasileiro, conhecido internacionalmente, adquiriu um “lote” neste condomínio.

Local aprazível, de fato. O valor mínimo, para um “lote” de 3 mil m² custa a bagatela de R$ 630 mil.

Nessas horas, me pergunto: por que eu não segui essa carreira?

Força maior

Estive distante da internet neste final de semana, por isso não postei qualquer tipo de análise sobre o GP do Bahrein. Primeiramente, no sábado tive corrida de kart, o que atrapalhou meus planos. No domingo, final do Paulistão e outros compromissos pessoais fecharam a fatura.

Apenas breves considerações:

– Jenson Button conseguiu guiar um carro competitivo na hora certa. Vem mostrando uma pilotagem precisa e a vantagem acumulada até o momento pode ser de extremo valor caso os adversários superem o potencial da Brawn GP. Num ano em que diversas equipes apresentam um desempenho bom, polarizar conquistas no início pode render uma ótima posição ao final do campeonato.

– Em situação inversa está Rubens Barrichello. Não aproveitou a superioridade da Brawn até agora e, lutar por vitórias quando as demais equipes já estarão num nível similar não parece ser uma boa alternativa. Salvo vários lances de sorte, não parece que vai lutar pelo título em 2009.

– A corrida de Barcelona tem tudo para mexer na ordem de força do campeonato. Neste aspecto, quem parece levar vantagem é a Red Bull. Sem Kers e difusor especial, já consegue acompanhar e, por vezes, superar a Brawn. Se incorporar essas mudanças, em especial do difusor, tem grandes chances de ser a melhor equipe a partir da próxima corrida.

– Não só pela Red Bull, mas McLaren e Ferrari tendem a embolar o meio de campo, dependendo da eficiência do pacote de mudanças que será apresentado em Montmeló. Nada foi dito ainda sobre melhorias na Brawn GP e, principalmente por isso, a gordura acumulada por Button pode ser útil. O inglês, contudo, ainda não pode ser apresentado como franco-favorito ao título. Não deixa de ser um nome forte, entretanto.

– Mais do que a Ferrari, a BMW é a maior decepção de 2009. No meio do ano passado, Kubica se irritou porque a equipe parou de desenvolver o carro. A justificativa era de que eles já estavam trabalhando no modelo desse ano. Trabalho esse que, pelo visto, não rendeu.

– A Renault melhorou. Prova disso foi o 8º lugar de Alonso e o 10º de Nelsinho. O brasileiro fez uma prova correta. Se não brilhou, pelo menos não comprometeu. Quem corre sabe que uma das coisas mais difíceis de se conseguir não é a velocidade, em si, mas a constância. E isso consegue-se muito mais a partir de um trabalho mental do que por habilidade, propriamente. E, justamente, o maior problema de Nelsinho está em sua força mental. Num final de semana no qual ele deu declarações mais otimistas e pareceu correr mais tranquilo, o resultado surgiu. Que sirva de exemplo para suas próximas corridas.

Fogo no campeonato

Sem difusores especiais ou Kers, a Red Bull mostrou que está forte. Tem um carro bom, um piloto fenomenal e outro que, com um carro bom nas mãos, não compromete. Não é um time sisudo, pelo contrário. E faturou hoje sua primeira vitória, numa corrida dominada com autoridade.

Vettel não teve sua liderança ameaçada em nenhum momento. Dadas as condições meteorológicas, o GP da China pode ser considerado uma das corridas chuvosas mais chatas dos últimos tempos.

As principais ameaças para a Red Bull eram os carros da Brawn. Mas estes tiveram uma atuação discreta, principalmente no caso de Barrichello, sabidamente bom de chuva. Rubinho errou no início, deixou Button passar e, daí em diante, teve uma corrida apagada. Nada ideal para quem precisa mostrar resultados dentro da equipe.

Engraçado mesmo era ver Hamilton. Alternava momentos de genialidade com engrossadas dignas de principiante. Terminou atrás do companheiro que, se não teve momentos geniais, pelo menos não cometeu erros.

A Ferrari. Bem, a Ferrari, quando não erra na estratégia, mostra que tem um carro risível. Massa vinha bem, até seu motor apagar. Kimi, por sua vez, fez o que pode. O carro que não ajuda mesmo.

Similar à decepção ferrarista é Nelson Ângelo Piquet. O cara não se acerta, simplesmente. Chega ao ponto de dar dó ver que, dificilmente, ele terá forças para reagir. Uma pena mesmo.

Abaixo a folha de resultados, retirada do Grande Prêmio.

McLiar (quase) ressurge

O que vimos no primeiro treino livre para o GP da China de F-1 foi um esboço de reação da turma de Woking. Esboço porque, no segundo treino livre, as mentiras flechas de prata voltaram a ocupar posições modestas no grid, mantendo-se a ordem que vimos nos dois primeiros GPs da temporada. Ou seja: Brawn GP na frente, com Button.

Essa semana foi agitada na F-1. Guerras de declarações, FIAsco liberando geral os tais difusores, chororôs e por aí vai. Fato é que, nos primeiros treinos livres, o que vimos em Xangai (além das arquibancadas vazias) foi os pilotos sofrendo para ficar na pista. O autódromo chinês é um verdadeiro teste para o equilíbrio dos carros, o que, junto ao comportamento mais arisco dos modelos desse ano, se torna um grande desafio aos pilotos.

Quem continua decepcionando é a Ferrari. Resolveu abandonar o Kers e agora tem um carro desequilibrado e sem a potência extra na reta. Sinal vermelho para a turma de Maranello. Será que Kimi Raikkonen experimentará picolés em todas as corridas da temporada? A se ver.

Outro problema, pelo menos para nós brasileiros, é o horário pornográfico da corrida. 4 da manhã é de lascar. Difícil decidir entre se manter acordado ou acordar na madrugada. Ano retrasado eu sempre escolhia acordar na madruga. O resultado foi eu ter perdido a corrida da China e a do Japão. Ou seja: somente as melhores do campeonato.

Piada

Uma das coisas que mais me irrita é ouvir comentários sobre F-1 de “espectadores casuais”. Normalmente, esse tipo de comentário vem recheado de falta de informação, conceitos deformados pelo narrador oficial da Vênus Platinada ou possui, simplesmente, algum tipo de pérola inenarrável.

Pois bem: alertado por amigos, segui um link. E o sujeito conseguiu unir todas as “qualidades” citadas acima de uma só tacada.

Meu caros, divirtam-se:

O GP que não terminou

Errata da Formula (sic) 1

Sabem o que é pior do que o cara dizer que o GP da Malásia não terminou porque “os carros de F-1 estavam sem os faróis”? O subtítulo do blog diz um clichê da época em que se amarrava cachorro com linguiça: “Jornalismo com credibilidade”. O dono do espaço, por sua vez, se diz jornalista. A dúvida que fica é qual tipo de “jornalista” escreve algo sem seguir uma das premissas básicas da profissão: checar as informações? Um cara que faz isso pode ter credibilidade?

Infelizmente, esse é o tipo de “jornalismo” que cada vez mais é feito por aí. Triste.

E um adendo: notaram um certo “estilo” de texto familiar? Pois é, o cara escreve igual ao Juca Kfouri. É risível!

É uma pena

Antes de mais nada, deixo claro que o título não se refere a nada específico que tenha ocorrido dentro da pista. Nesse quesito, o GP da Malásia foi fantástico e confirma essa nova fase da F-1.

A “pena”, a que me refiro é, mais uma vez, uma decisão extra-pista ter influído diretamente na disputa esportiva. A diferença, é que desta vez, essa decisão ocorreu antes da corrida. Podemos colocar o fato de a corrida ter terminado com um pouco mais de metade das voltas na conta da FOM, a parceira comercial da nossa FIAsco.

A partir do momento em que decide-se realizar uma corrida às 17h em um país equatorial, assume-se um risco. Esse risco pode ser traduzido pelo nome de “chuva”, o que, na melhor das hipóteses, atrasa o andamento da corrida.

Nesse horário, final de tarde, há uma margem de atraso praticamente nula. O resultado é o que vimos nesse início de domingo: uma corrida excepcional sendo impedida de prosseguir devido à decisão estúpida da FOM de privilegiar as televisões européias.

Na pista, o que vimos foi prova cheia de alternativas desde seu início, quando Jenson Button largou mal e foi ultrapassado por Rosberg, Trulli e Alonso, que de nono, chegoua  ficar em terceiro. Logo adiante, Button superou Alonso e saiu no encalço dos líderes.

A Renault do espanhol, por sua vez, se mostrava não ser páreo para os carros que vinham em seguida e foi sendo superado. Na ocasião, os quatro primeiros eram Rosberg, Trulli, Button e Barrichello.

Eis que chega a primeira rodada de pits e a corrida começa a mudar, com Button assumindo a liderança. O tempo fechava, mas as equipes iam calçando seus pilotos com pneus slicks.

Neste momento, algum gênio Ferrarista quis dar o pulo do gato e acabou caindo do telhado. Vendo o céu sobre o circuito de Sepang – que na ocasião lembrava um pouco as cenas finais do último filme “O Senhor dos Anéis” -, decidiu-se por colocar pneus de CHUVA EXTREMA no carro de Kimi Raikkonen. Faltou, entretanto, combinar com São Pedro. Cerca de quatro voltas após Kimi trocar pneus, a chuva realmente começou. Mas aí o finlandês já tinha destruído seus pneus e perdido diversas posições.

Quem realmente deu um pulo do gato foi Timo Glock e sua Toyota. Enquanto os demais pilotos optavam pelos pneus para chuva forte (Rubinho afirmou que havia pedido esse tipo de pneu, mas a equipe não o atendeu), o alemão colocou compostos intermediários. Resultado: foi, por uma sequência de voltas, cerca de 10s mais rápido que os adversários e chegou à terceira posição.

Conforme o clima ia piorando, as equipes se viram obrigadas a colocar pneus para chuva forte. Poucas voltas depois, a corrida era suspensa. Cena emblemática foi a Ferrari de Kimi Raikkonen, que parecia um barco andando pela pista malaia.

Com a bandeira vermelha, o procedimento seria esperar as condições da pista melhorarem para dar prosseguimento à corrida. Quando a pista começou a melhorar, 40 minutos após a paralisação, a iluminação natural já não era mais suficiente. Decidiu-se, então, por encerrar a prova e atribuir metade da pontuação tradicional aos primeiros 8 colocados. Com isso, Jenson Button mantém a liderança do campeonato, com uma vitória e meia.

Abaixo a classificação final do GP da Malásia, retirada do site Grande Prêmio.


Quem acelera aqui

Rodrigo Lara é jornalista e tem 24 anos. Viciado em esportes, curte especialmente aqueles que reúnem gasolina, velocidade e carros.

@ Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

O passado está aqui

Categorias

Blog Stats

  • 12.997 hits

Posts por data

maio 2019
S T Q Q S S D
« out    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Quer comprar artigos importados?

Anúncios