Posts Tagged 'GP da Malásia'

Motorádio

O Motorádio de hoje vai em homenagem à corrida da Malásia, que teve como protagonista a chuva. “Rain” é o nome da música do The Cult, banda britânica liderada por Ian Astbury. Uma grande banda, por sinal, que possui um som cheio e contagiante e que consegue transitar entre o pop-rock e um rock mais pesado com extrema qualidade.

Abaixo o clipe de “Rain”, do álbum “Love”, lançado em 1985. Aproveitem!

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É uma pena

Antes de mais nada, deixo claro que o título não se refere a nada específico que tenha ocorrido dentro da pista. Nesse quesito, o GP da Malásia foi fantástico e confirma essa nova fase da F-1.

A “pena”, a que me refiro é, mais uma vez, uma decisão extra-pista ter influído diretamente na disputa esportiva. A diferença, é que desta vez, essa decisão ocorreu antes da corrida. Podemos colocar o fato de a corrida ter terminado com um pouco mais de metade das voltas na conta da FOM, a parceira comercial da nossa FIAsco.

A partir do momento em que decide-se realizar uma corrida às 17h em um país equatorial, assume-se um risco. Esse risco pode ser traduzido pelo nome de “chuva”, o que, na melhor das hipóteses, atrasa o andamento da corrida.

Nesse horário, final de tarde, há uma margem de atraso praticamente nula. O resultado é o que vimos nesse início de domingo: uma corrida excepcional sendo impedida de prosseguir devido à decisão estúpida da FOM de privilegiar as televisões européias.

Na pista, o que vimos foi prova cheia de alternativas desde seu início, quando Jenson Button largou mal e foi ultrapassado por Rosberg, Trulli e Alonso, que de nono, chegoua  ficar em terceiro. Logo adiante, Button superou Alonso e saiu no encalço dos líderes.

A Renault do espanhol, por sua vez, se mostrava não ser páreo para os carros que vinham em seguida e foi sendo superado. Na ocasião, os quatro primeiros eram Rosberg, Trulli, Button e Barrichello.

Eis que chega a primeira rodada de pits e a corrida começa a mudar, com Button assumindo a liderança. O tempo fechava, mas as equipes iam calçando seus pilotos com pneus slicks.

Neste momento, algum gênio Ferrarista quis dar o pulo do gato e acabou caindo do telhado. Vendo o céu sobre o circuito de Sepang – que na ocasião lembrava um pouco as cenas finais do último filme “O Senhor dos Anéis” -, decidiu-se por colocar pneus de CHUVA EXTREMA no carro de Kimi Raikkonen. Faltou, entretanto, combinar com São Pedro. Cerca de quatro voltas após Kimi trocar pneus, a chuva realmente começou. Mas aí o finlandês já tinha destruído seus pneus e perdido diversas posições.

Quem realmente deu um pulo do gato foi Timo Glock e sua Toyota. Enquanto os demais pilotos optavam pelos pneus para chuva forte (Rubinho afirmou que havia pedido esse tipo de pneu, mas a equipe não o atendeu), o alemão colocou compostos intermediários. Resultado: foi, por uma sequência de voltas, cerca de 10s mais rápido que os adversários e chegou à terceira posição.

Conforme o clima ia piorando, as equipes se viram obrigadas a colocar pneus para chuva forte. Poucas voltas depois, a corrida era suspensa. Cena emblemática foi a Ferrari de Kimi Raikkonen, que parecia um barco andando pela pista malaia.

Com a bandeira vermelha, o procedimento seria esperar as condições da pista melhorarem para dar prosseguimento à corrida. Quando a pista começou a melhorar, 40 minutos após a paralisação, a iluminação natural já não era mais suficiente. Decidiu-se, então, por encerrar a prova e atribuir metade da pontuação tradicional aos primeiros 8 colocados. Com isso, Jenson Button mantém a liderança do campeonato, com uma vitória e meia.

Abaixo a classificação final do GP da Malásia, retirada do site Grande Prêmio.

Equipe a equipe na classificação do GP da Malásia

Brawn GP – Se não apresentou um domínio acachapante como na Austrália, a pole de Button foi relativamente tranquila. Rubinho conseguiu um quarto lugar nos tempos, porém, por ter trocado a caixa de câmbio, largará em 8º, se beneficiando da punição que Vettel sofreu no GP passado.

Toyota – Após anos brigando no pelotão intermediário, o time japonês parece ter, finalmente, acertado a mão em um carro. Trulli sai em 2º e Glock, beneficiado pelas punições a Barrichello e Vettel, em 3º.

Williams – Falar que a equipe inglesa está devendo pode até soar como uma incoerência se vermos a posição de largada de Nico Rosberg, 4º colocado, e sua evolução de 2008 para cá. Se levarmos em conta, entretanto, o desempenho da equipe nos treinos livres, fica a sensação de que poderia ir além. Nakajima sai em 11º, o que prova que a condição da Williams de equipe de um piloto só.

Red Bull
– Vettel fez um belo treino. Sairia em 3º se a FIAsco não tivesse aprontado das suas após a disputa entre o alemão e Robert Kubica na Austrália. Com isso, Vettel sai em 13º. Webber, por sua vez, larga em 5º e, pelo visto, torce para não encontrar Barrichello nas primeiras curvas.

BMW – Kubica larga em 6º. Heidfeld, com Kers, em 10º. É culpa do equipamento ou do piloto? Fato é que, para uma equipe que desenvolve o carro desde o meio do ano passado, está devendo.

Ferrari – Merecia ter seus dois pilotos na rabeira do grid após o que fez. Ter considerado que uma volta medíocre “era suficiente” rendeu a 16ª posição à Felipe Massa. Já o desempenho mediano do carro rendeu o 7º lugar à Kimi Raikkonen. É pouco para uma equipe que tem um dos maiores orçamentos da categoria.

Renault – Alonso, doente, com febre, dor de ouvido etc, colocou essa carroça em na 9ª colocação. Baita piloto. Já Nelsinho…bem, Nelsinho estava pensando no GP da China. Não passou do Q1 e sai em 17º.

McLaren – Será boicotada nesse post depois da presepada das mentiras australianas.

Toro Rosso
– Dos Tiões, Bourdais sai em 15º. Faz o que pode com esse carro. Já Buemi rendeu um dos momentos mais engraçados do treino. Após começar uma volta muito boa, perdeu o controle e foi parar na brita. Fim de treino, última posição e duas cenas: a primeira, no diálogo com a equipe via rádio, o suiço quase chorou de raiva. Depois, nos boxes, mostrava uma revolta incomum. Pelo menos demonstra vontade.

Force India – Fisichella em 18º e Sutil em 19º. O carro, apesar de parecer relativamente estável, carece de velocidade. A equipe da terra do Apu pode se dar melhor na corrida. A ver.

Button, de novo

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Quem, ao final do ano passado, acreditaria na seguinte afirmação: “no segundo GP da temporada, Jenson Button terá duas poles e Lewis Hamilton estará com um carro ruim e com a fama de mentiroso”? Ninguém, acredito eu.

Pois é o que acontece. Sem qualquer problema, dificuldade ou susto, Button colocou, novamente, sua Brawn na posição de honra do grid. As Toyotas, com Trulli e Glock 9mm e a Williams de Rosberg completam as duas primeiras filas. Se o resultado já era esperado, o mesmo não é possível de dizer de alguns fatos ocorridos no treino de classificação.

O mais absurdo aconteceu com a Ferrari. No Q1, Massa e Raikkonen saíram dos boxes, deram minguadas voltas e recolheram seus carros. A explicação, dada pelo brasileiro, foi de que ele e a equipe (como é de praxe, nestes casos, ele utilizar a primeira pessoa do plural) acharam que a volta era suficiente para ficarem entre os 15 melhores e passarem ao Q2.

Não foi o que ocorreu e Massa larga em 16º. E o prejuízo da equipe poderia ser ainda maior, visto que Kimi também adotou a mesma “estratégia”. No final, o finlandês larga em um discreto, porém não-desastroso, 7º lugar.

A equipe mentirosa McLaren também não passa por bons momentos. Talvez uma pequena diferença nessa classificação tenha sido a proximidade com que Kovalainen ficou de Hamilton. Não que isso importe para quem vai largar em 14º e 12º, respectivamente.

Por fim, Nelsinho fez um treino ruim, larga em 17º e diz que já está pensando na corrida da China. Se continuar assim, é bom ele já ir pensando o que fazer após ser demitido da Renault. Apenas a título de comparação: Alonso, com febre, infecção e o c****** a quatro, sai em 9º.

E Barrichello? Rubinho classificou em 4º, mas com a punição pela troca do câmbio e sendo beneficiado pelo também punido Vettel (que sai em 13º), sai em 8º. Tem um rojão nas mãos e um pódio, no mínimo, não me surpreenderia. Escrevo mais sobre ele daqui a pouco.

Abaixo, a tabela de largada provisória (afinal, a FIAsco está aí para canetar) do GP da Malásia. Créditos dados devidamente ao site Grande Prêmio.


Quem acelera aqui

Rodrigo Lara é jornalista e tem 24 anos. Viciado em esportes, curte especialmente aqueles que reúnem gasolina, velocidade e carros.

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