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Button, de novo

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Quem, ao final do ano passado, acreditaria na seguinte afirmação: “no segundo GP da temporada, Jenson Button terá duas poles e Lewis Hamilton estará com um carro ruim e com a fama de mentiroso”? Ninguém, acredito eu.

Pois é o que acontece. Sem qualquer problema, dificuldade ou susto, Button colocou, novamente, sua Brawn na posição de honra do grid. As Toyotas, com Trulli e Glock 9mm e a Williams de Rosberg completam as duas primeiras filas. Se o resultado já era esperado, o mesmo não é possível de dizer de alguns fatos ocorridos no treino de classificação.

O mais absurdo aconteceu com a Ferrari. No Q1, Massa e Raikkonen saíram dos boxes, deram minguadas voltas e recolheram seus carros. A explicação, dada pelo brasileiro, foi de que ele e a equipe (como é de praxe, nestes casos, ele utilizar a primeira pessoa do plural) acharam que a volta era suficiente para ficarem entre os 15 melhores e passarem ao Q2.

Não foi o que ocorreu e Massa larga em 16º. E o prejuízo da equipe poderia ser ainda maior, visto que Kimi também adotou a mesma “estratégia”. No final, o finlandês larga em um discreto, porém não-desastroso, 7º lugar.

A equipe mentirosa McLaren também não passa por bons momentos. Talvez uma pequena diferença nessa classificação tenha sido a proximidade com que Kovalainen ficou de Hamilton. Não que isso importe para quem vai largar em 14º e 12º, respectivamente.

Por fim, Nelsinho fez um treino ruim, larga em 17º e diz que já está pensando na corrida da China. Se continuar assim, é bom ele já ir pensando o que fazer após ser demitido da Renault. Apenas a título de comparação: Alonso, com febre, infecção e o c****** a quatro, sai em 9º.

E Barrichello? Rubinho classificou em 4º, mas com a punição pela troca do câmbio e sendo beneficiado pelo também punido Vettel (que sai em 13º), sai em 8º. Tem um rojão nas mãos e um pódio, no mínimo, não me surpreenderia. Escrevo mais sobre ele daqui a pouco.

Abaixo, a tabela de largada provisória (afinal, a FIAsco está aí para canetar) do GP da Malásia. Créditos dados devidamente ao site Grande Prêmio.

O preço da mentira

Mentir faz parte do convívio social, para o bem ou para o mal, não sejamos hipócritas. O grande problema é ser pego em uma das piores mentiras, aquelas que prejudicam os outros.

Lewis Hamilton tem 24 anos. É o campeão mais jovem da história da F1 e venerado na Inglaterra. Tem muitos anos de Fórmula 1 pela frente e tem talento de sobra para ser competitivo por diversos Mundiais.

O grande erro é achar que alguém, com esse currículo bastante positivo, não tenha falhas. Mentiu aos comissários do GP da Austrália ao alegar que não cedeu o lugar ao italiano Jarno Trulli. A nossa entidade esportiva preferida, a FIAsco, embarcou na história de Hamilton sem checar as devidas evidências, o que causou uma punição ao bravo italiano, que até então havia feito uma das melhores corridas de sua vida.

Eis que surge na internet um vídeo do ocorrido. Justamente na internet, vejam só, um dos alvos preferidos da parceira da nossa entidade, a FOM. E a FIAsco decide voltar atrás, “despunir” Trulli e aplicar uma sanção a Hamilton.

Este, por sua vez, em uma entrevista coletiva e, segundo os presentes, extremamente desconfortável (como podemos ver na imagem acima, retirada do Tazio), assume o “migué”. Diz que foi orientado a mentir por um funcionário da McLaren, o diretor esportivo Dave Ryan e assim o fez. Ryan foi suspenso pela McLaren.

Nessa hora, me pergunto: qual o grau de autenticidade de um piloto de ponta na categoria? O que vemos hoje, salvo raras exceções, são marionetes fazendo o que o chefe manda. Este episódio feio envolvendo a McLaren (mais um, após o caso de espionagem), se não mancha a carreira de Lewis, coloca pelo menos um borrão no histórico do piloto.

E para a equipe, ao meu ver, essa mentira tem um peso muito maior do que o fatídico episódio do GP da Áustria de 2002, que envolveu a Ferrari e todos nós conhecemos. Se aquele momento lesou a esportividade da categoria, o atual põe em xeque a ética da equipe britânica. E prova que teorias conspiratórias podem, sim, ter um fundo de verdade. Para deleite daqueles que afirmaram: “tem dedo da McLaren nessa história”.

Hamilton, Trulli, McLaren e a Fórmula 1 seguem suas histórias. Mas que enche o saco esse monte de decisão extra-pista, ah, isso enche.


Quem acelera aqui

Rodrigo Lara é jornalista e tem 24 anos. Viciado em esportes, curte especialmente aqueles que reúnem gasolina, velocidade e carros.

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