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Força maior

Estive distante da internet neste final de semana, por isso não postei qualquer tipo de análise sobre o GP do Bahrein. Primeiramente, no sábado tive corrida de kart, o que atrapalhou meus planos. No domingo, final do Paulistão e outros compromissos pessoais fecharam a fatura.

Apenas breves considerações:

– Jenson Button conseguiu guiar um carro competitivo na hora certa. Vem mostrando uma pilotagem precisa e a vantagem acumulada até o momento pode ser de extremo valor caso os adversários superem o potencial da Brawn GP. Num ano em que diversas equipes apresentam um desempenho bom, polarizar conquistas no início pode render uma ótima posição ao final do campeonato.

– Em situação inversa está Rubens Barrichello. Não aproveitou a superioridade da Brawn até agora e, lutar por vitórias quando as demais equipes já estarão num nível similar não parece ser uma boa alternativa. Salvo vários lances de sorte, não parece que vai lutar pelo título em 2009.

– A corrida de Barcelona tem tudo para mexer na ordem de força do campeonato. Neste aspecto, quem parece levar vantagem é a Red Bull. Sem Kers e difusor especial, já consegue acompanhar e, por vezes, superar a Brawn. Se incorporar essas mudanças, em especial do difusor, tem grandes chances de ser a melhor equipe a partir da próxima corrida.

– Não só pela Red Bull, mas McLaren e Ferrari tendem a embolar o meio de campo, dependendo da eficiência do pacote de mudanças que será apresentado em Montmeló. Nada foi dito ainda sobre melhorias na Brawn GP e, principalmente por isso, a gordura acumulada por Button pode ser útil. O inglês, contudo, ainda não pode ser apresentado como franco-favorito ao título. Não deixa de ser um nome forte, entretanto.

– Mais do que a Ferrari, a BMW é a maior decepção de 2009. No meio do ano passado, Kubica se irritou porque a equipe parou de desenvolver o carro. A justificativa era de que eles já estavam trabalhando no modelo desse ano. Trabalho esse que, pelo visto, não rendeu.

– A Renault melhorou. Prova disso foi o 8º lugar de Alonso e o 10º de Nelsinho. O brasileiro fez uma prova correta. Se não brilhou, pelo menos não comprometeu. Quem corre sabe que uma das coisas mais difíceis de se conseguir não é a velocidade, em si, mas a constância. E isso consegue-se muito mais a partir de um trabalho mental do que por habilidade, propriamente. E, justamente, o maior problema de Nelsinho está em sua força mental. Num final de semana no qual ele deu declarações mais otimistas e pareceu correr mais tranquilo, o resultado surgiu. Que sirva de exemplo para suas próximas corridas.

McLiar (quase) ressurge

O que vimos no primeiro treino livre para o GP da China de F-1 foi um esboço de reação da turma de Woking. Esboço porque, no segundo treino livre, as mentiras flechas de prata voltaram a ocupar posições modestas no grid, mantendo-se a ordem que vimos nos dois primeiros GPs da temporada. Ou seja: Brawn GP na frente, com Button.

Essa semana foi agitada na F-1. Guerras de declarações, FIAsco liberando geral os tais difusores, chororôs e por aí vai. Fato é que, nos primeiros treinos livres, o que vimos em Xangai (além das arquibancadas vazias) foi os pilotos sofrendo para ficar na pista. O autódromo chinês é um verdadeiro teste para o equilíbrio dos carros, o que, junto ao comportamento mais arisco dos modelos desse ano, se torna um grande desafio aos pilotos.

Quem continua decepcionando é a Ferrari. Resolveu abandonar o Kers e agora tem um carro desequilibrado e sem a potência extra na reta. Sinal vermelho para a turma de Maranello. Será que Kimi Raikkonen experimentará picolés em todas as corridas da temporada? A se ver.

Outro problema, pelo menos para nós brasileiros, é o horário pornográfico da corrida. 4 da manhã é de lascar. Difícil decidir entre se manter acordado ou acordar na madrugada. Ano retrasado eu sempre escolhia acordar na madruga. O resultado foi eu ter perdido a corrida da China e a do Japão. Ou seja: somente as melhores do campeonato.

Button, de novo

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Quem, ao final do ano passado, acreditaria na seguinte afirmação: “no segundo GP da temporada, Jenson Button terá duas poles e Lewis Hamilton estará com um carro ruim e com a fama de mentiroso”? Ninguém, acredito eu.

Pois é o que acontece. Sem qualquer problema, dificuldade ou susto, Button colocou, novamente, sua Brawn na posição de honra do grid. As Toyotas, com Trulli e Glock 9mm e a Williams de Rosberg completam as duas primeiras filas. Se o resultado já era esperado, o mesmo não é possível de dizer de alguns fatos ocorridos no treino de classificação.

O mais absurdo aconteceu com a Ferrari. No Q1, Massa e Raikkonen saíram dos boxes, deram minguadas voltas e recolheram seus carros. A explicação, dada pelo brasileiro, foi de que ele e a equipe (como é de praxe, nestes casos, ele utilizar a primeira pessoa do plural) acharam que a volta era suficiente para ficarem entre os 15 melhores e passarem ao Q2.

Não foi o que ocorreu e Massa larga em 16º. E o prejuízo da equipe poderia ser ainda maior, visto que Kimi também adotou a mesma “estratégia”. No final, o finlandês larga em um discreto, porém não-desastroso, 7º lugar.

A equipe mentirosa McLaren também não passa por bons momentos. Talvez uma pequena diferença nessa classificação tenha sido a proximidade com que Kovalainen ficou de Hamilton. Não que isso importe para quem vai largar em 14º e 12º, respectivamente.

Por fim, Nelsinho fez um treino ruim, larga em 17º e diz que já está pensando na corrida da China. Se continuar assim, é bom ele já ir pensando o que fazer após ser demitido da Renault. Apenas a título de comparação: Alonso, com febre, infecção e o c****** a quatro, sai em 9º.

E Barrichello? Rubinho classificou em 4º, mas com a punição pela troca do câmbio e sendo beneficiado pelo também punido Vettel (que sai em 13º), sai em 8º. Tem um rojão nas mãos e um pódio, no mínimo, não me surpreenderia. Escrevo mais sobre ele daqui a pouco.

Abaixo, a tabela de largada provisória (afinal, a FIAsco está aí para canetar) do GP da Malásia. Créditos dados devidamente ao site Grande Prêmio.

O preço da mentira

Mentir faz parte do convívio social, para o bem ou para o mal, não sejamos hipócritas. O grande problema é ser pego em uma das piores mentiras, aquelas que prejudicam os outros.

Lewis Hamilton tem 24 anos. É o campeão mais jovem da história da F1 e venerado na Inglaterra. Tem muitos anos de Fórmula 1 pela frente e tem talento de sobra para ser competitivo por diversos Mundiais.

O grande erro é achar que alguém, com esse currículo bastante positivo, não tenha falhas. Mentiu aos comissários do GP da Austrália ao alegar que não cedeu o lugar ao italiano Jarno Trulli. A nossa entidade esportiva preferida, a FIAsco, embarcou na história de Hamilton sem checar as devidas evidências, o que causou uma punição ao bravo italiano, que até então havia feito uma das melhores corridas de sua vida.

Eis que surge na internet um vídeo do ocorrido. Justamente na internet, vejam só, um dos alvos preferidos da parceira da nossa entidade, a FOM. E a FIAsco decide voltar atrás, “despunir” Trulli e aplicar uma sanção a Hamilton.

Este, por sua vez, em uma entrevista coletiva e, segundo os presentes, extremamente desconfortável (como podemos ver na imagem acima, retirada do Tazio), assume o “migué”. Diz que foi orientado a mentir por um funcionário da McLaren, o diretor esportivo Dave Ryan e assim o fez. Ryan foi suspenso pela McLaren.

Nessa hora, me pergunto: qual o grau de autenticidade de um piloto de ponta na categoria? O que vemos hoje, salvo raras exceções, são marionetes fazendo o que o chefe manda. Este episódio feio envolvendo a McLaren (mais um, após o caso de espionagem), se não mancha a carreira de Lewis, coloca pelo menos um borrão no histórico do piloto.

E para a equipe, ao meu ver, essa mentira tem um peso muito maior do que o fatídico episódio do GP da Áustria de 2002, que envolveu a Ferrari e todos nós conhecemos. Se aquele momento lesou a esportividade da categoria, o atual põe em xeque a ética da equipe britânica. E prova que teorias conspiratórias podem, sim, ter um fundo de verdade. Para deleite daqueles que afirmaram: “tem dedo da McLaren nessa história”.

Hamilton, Trulli, McLaren e a Fórmula 1 seguem suas histórias. Mas que enche o saco esse monte de decisão extra-pista, ah, isso enche.

“Despunição”

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Sim, a FIA é mais atrapalhada do que imaginávamos. Após ouvir o áudio da conversa que Lewis Hamilton teve com a sua equipe durante a entrada do último Safety Car na pista de Albert Park, a entidade decidiu desretirar devolver a posição de Trulli e simplesmente desclassificar Lewis e a McLaren (redundância, afinal só tinha um carro da equipe na pista) do GP da Austrália.

A decisão foi baseada no argumento de “conduta dúbia” de Hamilton e equipe. Essa conduta, segundo a entidade, ocorreu no depoimento do piloto aos comissários de bordo da corrida, no qual Miltão negou ter devolvido a posição à Trulli.

Desta maneira, a classificação até o momento final do GP da Austrália fica assim, ó:

1°. Jenson Button (ING/Brawn), 1h34min15s784 ( 58 voltas )
2°. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), a 0s807
3°. Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 1s604
4°. Timo Glock (ALE/Toyota), a 4s435
5°. Fernando Alonso (ESP/Renault), a 4s879
6°. Nico Rosberg (ALE/Williams), a 5s722
7°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), a 6s004
8°. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), a 6s298
9°. Adrian Sutil (ALE/Force India), a 6s335
10°. Nick Heidfeld (ALE/BMW) a 7s085
11°. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), a 7s374
12°. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 1 volta
13°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), a 2 voltas
14°. Robert Kubica (POL/BMW), a 3 voltas
15°. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 3 voltas

A dúvida que fica, no momento, é se Lewis e cia. tentaram dar “um migué” pra cima dos comissários ou se tudo não passou de um sonho mal-entendido. Os interessados em lerem a transcrição oficial do diálogo entre Lewis e a turma da McLaren podem clicar aqui.

ps: post repleto de canetadas em homenagem à entidade máxima do automobilismo mundial.

McLaren confirma Bruno Senna para 2010

Ao que parece, os testes de Bruno Senna com um Mercedes da DTM não foram à toa. Em um comunicado enviado para a imprensa, a McLaren acaba de confirmar que o sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna será um dos ocupantes do cockpit da equipe prateada em 2010. É o que afirma o jornal inglês News of the Month.

Bruno irá substituir Heikki Kovalainen, piloto que não conseguiu se firmar na equipe anglo-germânica. Com resultados pífios, o finlandês irá ocupar a vaga deixada por Giancarlo Fisichella na Force India, que anunciou sua aposentadoria no final do Mundial 2009. A manobra, orquestrada diretamente por Norbert Haug, visa “colocar dois jovens talentosos, que têm plenas condições de levar a McLaren à conquista de títulos” em seus cockpits.

O piloto brasileiro se mostrou otimista com o chamado da McLaren. Para ele, “é um sonho se tornando realidade. Poder estar na Fórmula 1 e competir na mesma equipe que meu tio conquistou três campeonatos é simplesmente fantástico”.

Como parte da preparação de Bruno para a temporada 2010, o brasileiro irá acompanhar o time de Woking durante toda a temporada 2009. Essa aclimatação deverá começar já no GP da Malásia, no final de semana vindouro. Para ver uma foto do comunicado da McLaren à imprensa, clique aqui.

Novos carros na pista

Aos poucos o Mundial 2009 começa a ter seus carros definidos. Na semana passada foi a vez da McLaren (MP4-24) e da Toyota (TF109) lançarem seus modelos desde ano, devidamente adequados às novas regras que restringem a aerodinâmica. Ainda causa estranhamento o grande spoiler dianteiro e a asa traseira em formato de torre, mas aos poucos essa sensação vai ficando em segundo plano. Nenhum dos dois carros trouxe grandes diferenças com relação à Ferrari F60.

As primeiras grandes inovações vieram essa semana, com o lançamento das novas Renault (R29) e Williams (FW31). No caso da equipe francesa, a frente do seu novo carro me remeteu diretamente às Benneton da primeira metade dos anos 1990. O bico lembra muito o chamado “nariz de tubarão” dos carros que levaram Michael Schumacher ao bicampeonato, em 1994 e 1995. A equipe também mudou sua identidade visual com a chegada do patrocínio da Total, que fabrica lubrificantes. Com isso, o carro traz uma variação de amarelo (cor da Renault), laranja (cor da ING) e o vermelho da Total. Não ficou exatamente bonito, mas melhorou com relação aos anos anteriores.

Já a Williams adotou um tom escuro de azul nessa pré-temporada. O desenho da frente traz um bico mais achatado que o das concorrentes, lembrando um pouco um bico de pato. Uma mudança grande de regras era a grande esperança do time inglês voltar a andar entre os primeiros colocados. Pelo design do carro, parece que o pessoal de Grove seguiu um caminho diferente dos outros times. O carro, como sempre, é um dos mais bonitos do grid. Resta esperar.

Fora do regulamento?

Mal começaram os testes da temporada 2009 e já há uma polêmica no ar. Segundo a alemã Auto, Motor und Sport, o escapamento da nova Ferrari estaria fora do regulamento, por proporcionar ganhos aerodinâmicos (veja abaixo, em foto retirada do Tazio). Realmente há uma grande diferença entre o vão na carenagem para abrigar o final do duto de escape da F60 e a mesma peça dos demais carros. Resta esperar para ver no que dá. Outro pronto controverso são os retrovisores do carro novo da Scuderia e as duas aletas que a Toyota está usando em seu novo bólido.


Quem acelera aqui

Rodrigo Lara é jornalista e tem 24 anos. Viciado em esportes, curte especialmente aqueles que reúnem gasolina, velocidade e carros.

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